segunda-feira, 31 de maio de 2010

desculpe por essa rádio infame

estamos solucionando o problema com a ajuda do google.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

tem mais acabou (aqui)

Atenção, encerrei este blog na postagem anterior.
ele vai continuar aqui, mas vou continuar escrevendo em outro.

clique AQUI

para acessar o "Trágico à força Comicamente livre"

vida extraordinária

encerramos, hoje, agora.

não despedimos

deixamos aqui
sem saudade
um quadro, um retrato
de alguém que você nunca conheceu

na parede branca.

por uma vida onde a ordem
é desorganizar o pensamento
e fragmentar
os sentidos em prismas

em cores.
sou trágico à força comicamente livre

domingo, 26 de julho de 2009

anuário full frontal

eu não vou explorar esse sábado
os sábados já tem me explorado muito

conheço pessoas que trabalham aos sábados
e nem são pagas

macabeas
como eu

vamos ficar eu e ela
em casa hoje a noite
ouvindo a rádio relógio

ou trabalhando
sem ser pagos pra isso
comendo cachorro quente
com coca cola.

se eu for até a esquina
esta noite

encontro na rua um amigo
que morreu ha uns anos

e não fui no enterro

então lhe dou um abraço
e lhe peço perdão

melhor ficar em casa

lá fora não chove

mas está frio

e não é sempre
que você tem esse tipo de encontro na vida.

vá para casa e tente esquecer
não foi nada!

se prepare para a próxima rapaz
guarde as forças para o que vem

você tem tudo o que precisa
no útero

descasque a cebola
e chegue ao caroço
morda a cebola

sugue aquele caldo
que sai dos olhos
das cebolas

é o que as pessoas deveriam fazer
guardar os sábados para isso

para tomar os chas, dos vegetais
e dançar ao redor de fogueiras
na noite fria

para se beijarem debaixo das arvores que ainda pingam
orvalho

para a embriaguez pelo cheiro da noite
feromonio feminino da dama da noite

para dizer tres vezes que
se acredita em fadas
e se acredita em botecos

para que outros ressussitem
e resolvam suas pendências

viva o agora meu rapaz
amanhã você resolve
suas pendências
pendente numa arvore
pingente

relaxe, ano que vem tem outro ano

foi bom passar tantos meses deitado
com você aí na sua cama.
com você e sua perna quebrada.

valeu cada segundo.

perdoa minhas ausências.

é, a lua fica muito atraente nesssa noites.

ausentes
aquarianas

fechado
então amanhã publicamos as fotos de nu frontal.
e ficamos ricos os dois.

temos muitas festas pra ir
cuide-se
esteja em sua melhor forma
telepática-simpática.

então caetano
quando passar aqui pelo meu telhado
vamos sentar um pouco e procurar
um pouco por discos voadores no céu.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

da arte de voar pelos telhados

e este filme que me fez chorar igual criança no quarto?

viro criança
desperto a velha arte de subir e voar pelos telhados.

noite
rua
chuva fina

ummm
tem free?
me vê um.
ummm
uma coca
de garrafa no gargalo

no balcão, tres homens
e uma garrafa

copo quebrado a primeira vista.
está devendo!
tem que acender uma velinha pra seu jorge.

um português fica sem saber o que fazer, ao descobrir que o ônibus não tinha cordinha pra puxar, vai até o motorista e surpreende-se com a placa de faleaomotoristasomenteoindispensável.
dois pontos antes ele se aproxima do motorista, chega bem no ouvido dele, e ao aproximar-se do seu ponto ele grita : priiiiiiiiiiim

Seu Paulinho me manda essa no comando da tarde!
eu ri pra cacete!
quer tomar uma com a gente?

não posso
tenho que ir pra casa escever isso tudo.
mas amanhã eu volto

muito prazer eu sou o Gerson
satisfação, eu sou Renato
eu moro ali.
pô legal eu também moro ali.

ae! me viro
Priiiiiiiiiiimmm! hahaha

decido então escalar por aquela arvore e ir saltando pelos telhados da vizinhança até meu quarto.
chuva fina bate no meu rosto.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Segredo

Índia urbana
Que toma banho de sol
Com peito de fora
É mais feliz

Por Mariana Dias

trânsito bom de mercúrio

poderes.
metais aceleram silêncio de ouro.
dedoz velozes(em)tragadas narcolépticas sabor
morango violento.
limitações deficientes eficiênias ilimitadas.

leio sua mão (efemeridade)
beijo sua mente (enfermidade)
sugo seus lábios (idade)

vômito na calçada
comunicado:
vômito no ventilador

derruba entre espasmos
lingua enrola boca (na sua)

mente entretanto a verdade.
ontem hoje amanha hoje ontem quando
sua opinião não é importante
para nós.

quero agora só o que o dinheiro pode comprar,
até comprar o dinheiro que o dinheiro compra:
uma casca de barata e
entro na sua vida pelo esgoto

em breve, mais umaTragédia perto do seu lar


Livremente inspirado nas versões de Lars Von Trier e Pier Paolo Pasolini, A Caixa Preta de Medéia tem prólogo de Heiner Muller e texto adaptado a partir de Eurípedes.
O ator desconstruído, desconstrói a tragédia.
Desvenda o mito ao mundo de dentro dessa caixa preta,
falando na linguagem universal da pantomima e música.
O ator criador é autor de suas partituras físicas e melódicas.
O figurino também é de criação coletiva ator/direção e a cena é composta por todos os atores formando um organismo vivo, simbolicamente o organismo Medéia vermelho víscera e sangue.
As personagens são fragmentadas em suas personalidades e apresentadas ao mundo por atores diferentes; cada um com sua bagagem de vida, idiossincrasias, vozes, cores e imagens.
Apartir do estudo de Grotowski e Peter Brook o texto dito apresenta a Medéia bárbara, através dos tempos e suas sociedades. medéia-anti-material.
A Diretora Celina Sodré conduziu o elenco numa busca pela verdade cênica e camadas de significação para as imagens apresentadas, de forma poética e autoral.
A busca do segundo original.

vou dar a volta pelo norte


antes que venha o sudoeste
tania maria tocando jazz
numa casa de swing
tania maria-viva maria
ó nós dois
perdidos na amazonia.

(visite o blog)

sombra ronda

nossa sombra na moto
no asfalto.

depois dessa curva,
depois que você vir
as jangadas no rio,
siga direto em frente.

acompanhe a estrada.

ela vira a esquerda
uma vez
depois
seguem-se vários motéis.

planejamos
experimentar todos.
um a cada noite!

no final
acabamos na sua casa.
nunca na minha.

porque não moro.
não mais.

não no mirante
não no farol
não na torre
não na acrópole

nunca acima das casas.
acima das cabeças.

mas a noite decido
passear a liberdade junto com o vento.

e o vento passeia a liberdade nos meus cabelos.
leva a fumaça pra longe.

então subo
e a liberdade passeia duas rodas
rosto ao vento
capacete leavntado!